quarta-feira, 19 de novembro de 2014

13- Função oferta e curva de oferta de um bem;

O que é a Função Oferta
A função oferta representa a relação entre o preço de mercado de um bem e a quantidade desse mesmo bem que os produtores estão dispostos a produzir e a vender. À representação gráfica da função oferta é dada a designação de curva da oferta. A relação que se verifica entre o preço e a quantidade oferecida é por norma positiva, resultando daí uma curva da oferta com inclinação positiva, o que significa que quanto maior é o preço, maior é a quantidade do bem que os produtores querem produzir e vender. A explicação para esta relação positiva encontra-se no fato dos produtores concluírem que é mais lucrativo afetar maior quantidade de fatores produtivos à produção do bem sempre que o seu preço aumente, situação que se deve à Lei dos Rendimentos Marginais Decrescentes. Em termos muito simples, a Lei dos Rendimentos Marginais Decrescentes explica o facto de que os acréscimos de produção são cada vez menores à medida que se acrescentam sucessivamente mais unidades dos fatores produtivos – desta forma, para conseguir novos acréscimos de produção é necessário que os acréscimos de fatores produtivos sejam cada vez maiores pelo que os acréscimos de custos para produzir sucessivamente mais unidades do bem também sejam cada vez maiores. Tal faz com que o preço exigido pelos produtores para produzirem e venderem sucessivamente mais unidades também seja cada vez maior de forma a compensar os crescentes acréscimos de custos.
Determinantes da Função Oferta:
O pressuposto fundamental para determinar a função oferta é a de que o produtores procuram sempre o lucro, isto é, apenas produzirão mais unidades do se isso lhe proporcionar maior lucro. Assim, a partir do momento em que os custos de produção superam o preço de venda, os produtores preferem deixar de produzir e dedicar-se à produção de outros bens. O custo de produção é, portanto, um dos principais elementos que influenciam a oferta é este é, por sua vez determinado pelo custo dos fatores produtivos e pelo nível tecnológico. Nos fatores produtivos inclui-se, entre outros, as máquinas, a energia, o trabalho, ou mesmo o custo do dinheiro. No caso do nível tecnológico, este refere-se à capacidade de utilização cada vez mais eficiente dos recursos produtivos.
Além dos custos dos fatores produtivos e do nível tecnológico, são também determinantes da oferta os preços dos bens relacionados (se, por exemplo, o preço de um bem substituto sobe, a oferta do outro diminui), a política governamental (por exemplo leis relacionadas com a proteção ambiental que podem limitar a oferta), e diversas influências específicas como a as condições meteorológicas, entre outras.
Representação algébrica da Função Oferta:
Qs(x) = a + bx
Em que “a” e “b” são constantes e “Qs(x)” significa “quantidade oferecida do bem x”

12- Curva de custo, economia de escala e decisão de produção pela maximização de lucro;

Sabendo que o Custo Total = Custo Fixo + Custo Variável, o produtor deve decidir qual quantidade deve produzir. O Custo Total é ascendente e aumenta sua inclinação à medida que as unidades adicionais dão retorno decrescente.
A curva de Custo Total Médio terá forma de U, isto porque a medida que aumenta a quantidade produzida, o custo fixo médio reduz e o custo variável médio aumenta.
Economia de escala: " Quanto maior a fábrica, menor o custo"
Durante a Revolução Industrial notou-se que quanto maior a empresa, apesar de ter um custo total maior, o custo médio de produção será menor.
Adam Smith já afirmava que com a divisão do trabalho, há especialização na função, reduzindo assim o custo unitário.
Se uma empresa faz investimento, mão de obra, equipamentos e matéria-prima, para produzir uma pequena quantidade não conseguirá ter preços competitivos no mercado, e poderá até mesmo ter prejuízos. Mas se começa a produzir em grandes quantidades o custo fixo será diluído diminuindo os custos unitários, ou marginais.
Para Alfred Marshall aumentar a produção a curto prazo, contratar novos trabalhadores que adicionam menos à produção do que os anteriores, aumenta os custos unitários. Porém no longo prazo se a empresa investe na ampliação geral, com sua especialização os custos cairão.
"Obviamente que os ganhos com economias de escala têm limites: por um lado porque estes são cada vez menores à medida que se aumenta a produção tornando-se insignificantes a partir de determinada altura; por outro lado porque a partir de certa altura são ultrapassados pelos custos de complexidade associados ao aumento de dimensão."
A economia de escala é a razão da grande produção de empresas com altos custos fixos, como empresas de tecnologia e petróleo.
Decisão de produção pela maximização do lucro:
O produtor decidirá produzir até quando os custos forem menores que a receita. Mas ele sempre irá procurar reduzir o custo médio maximizando seus lucros. Tendo demanda, para o produtor é mais lucrativo ele aumentar a quantidade até que que o custo total médio seja o mais baixo possível, e o preço esteja constante.

11- Função de produção e princípio da produtividade marginal decrescente;

Bem, primeiramente, procuraremos responder, o que é a Função de produção, qual a sua utilidade e onde pode ser aplicado.
 A função produção indica qual a quantidade máxima de produto que pode ser produzida dada uma determinada quantidade de fatores produtivos e uma determinada tecnologia. Este conceito pode ser aplicado a um produto ou a um serviço, a uma empresa, a um setor de atividade ou mesmo a toda uma economia.
 Algebricamente e de uma forma simplificada, a função produção pode ser apresentada da seguinte forma: Q = Q (L, K), em que Q representa a quantidade de produto produzida e L e K a quantidade de fatores produtivos, trabalho e capital respectivamente.
Tratando-se de economia, é crucial levar em conta e distinguir, o curto e longo prazo, sendo assim:
   Curto prazo: no processo produtivo, o curto prazo é aquele período de tempo no qual pelo menos um dos fatores de produção é fixo. Ou seja, quando consideramos uma fazenda ou sítio, a terra, por exemplo, não será ampliada em extensão (o que envolveria novos investimentos). Numa fábrica ou oficina, o capital físico (máquinas, instalações) também será constante, podendo variar o fator trabalho e as matérias-primas, energia, etc.
    Longo prazo: considera-se aqui um período mais amplo de tempo, no qual todos os fatores são considerados variáveis.
 Terminada a primeira parte da nossa qualificação, voltemos agora a nossa atenção para o princípio da produtividade marginal decrescente, este princípio pode ser conceituado da seguinte forma:  aumentando-se a quantidade de um fator variável, permanecendo fixa a quantidade dos demais fatores, a produção de início crescerá a taxas crescentes; a seguir, após certa quantidade utilizada do fator variável, passará a crescer a taxas decrescentes, ou seja, continuando o aumento da utilização do favor variável, a produção decrescerá.
 Um exemplo clássico é o aumento do número de trabalhadores em certa extensão de terra a ser cultivada. Numa primeira fase a produção aumenta, mas logo se chega a um estado de nenhum aumento na produção, devido ao excesso de trabalhadores em relação à extensão da terra que permanece a mesma

10- Contribuição de A. Marshall;

Marshall cresceu no subúrbio londrino de Clapham e foi educado na Merchant Taylor’s School onde demonstrou aptidão para a matemática. Apesar de ter demonstrado interesse em tornar-se ministro da Igreja anglicana, sua trajetória bem sucedida na Universidade de Cambridge o levou a tomar a decisão de seguir uma carreira acadêmica. Tornou-se professor em 1868, especializando-se em economia política. Ele desejava melhorar o rigor matemático da teoria econômica e transformá-la numa disciplina mais científica. No anos 1870, ele escreveu um pequeno número de trabalhos sobre o comércio internacional e os problemas do protecionismo. Em 1879, muitos destes textos forma compilados em uma obra intitulada A Teoria Pura do Comércio Exterior e A Teoria Pura dos Valores Domésticos (The Pure Theory of Foreign Trade: The Pure Theory of Domestic Values). No mesmo ano, publicou em conjunto com sua mulher, Mary Payley Marshall, a Economia da Indústria (The Economics of Industry).
Em Cambridge, Alfred fora professor de economia política de Mary Payley, uma das primeiras mulheres inglesas a alcançar o grau universitário. Os dois casaram-se em 1877, forçando Marshall a abandonar seu posto em Cambridge em razão das regras daquela universidade sobre o celibato. Ele tornou-se diretor do University College, em Bristol, lecionando novamente sobre economia política. Aperfeiçoou seu Economia da Indústria e o publicou em 1879 como um manual para uso dos estudantes de economia; sua aparência simples apoiava-se sobre fundamentos teóricos sofisticados. Marshall alcançou certa fama com seu trabalho e, após a morte de William Jevons em 1881, tornou-se o mais influente economista britânico de seu tempo.
Em dezembro de 1884, após a morte de Henry Fawcett, Marshall retornou a Cambridge, como professor de economia política. Ali, ele procurou criar uma nova forma para a economia, o que só conseguiu em 1903. Até então, a economia era ensinada sob os tipos de Ciências Morais e Históricas, que não propiciavam a Marshall o tipo de estudante – ativo e especializado – que ele desejava.
Marshall começou a trabalhar em sua obra seminal, os Princípios de Economia (Principles of Economics), em 1881 e consumiu boa parte da década seguinte trabalhando em seu tratado. O seu plano para a obra gradualmente se estendeu para uma compilação em dois volumes de todo o pensamento econômico; o primeiro volume foi publicado em 1890 sendo aclamado mundialmente, o que o colocou entre os principais economistas de seu tempo.
Nas duas décadas seguintes, ele trabalhou para completar o segundo volume dos Princípios, que deveria tratar do comércio internacional, do dinheiro, das flutuações comerciais, dos impostos e do coletivismo. Mas sua atenção obstinada aos detalhes e seu perfeccionismo o impediram de dar conta do fôlego da obra. O segundo volume nunca foi completado e muitas outras obras de menor vulto nas quais ele começara a trabalhar – por exemplo, um memorando sobre política comercial para o ministro inglês das finanças (o Chancellor of the Exchequer) na década de 1890 – foram deixadas incompletas pela mesma razão.
Seus problemas de saúde foram se agravando gradualmente a partir dos anos 1880. Em 1908 ele se aposentou da universidade. Ele esperava continuar trabalhando em seus Princípios, mas sua saúde continuou a deteriorar e o projeto continuou a crescer a cada nova investigação. A explosão da Primeira Guerra Mundial em 1914 o impeliu a revisar suas análises da economia internacional. Em 1919, aos 77 anos de idade, ele publicou Indústria e Comércio (Industry and Trade). Esta obra era um tratado mais empírico que os Princípios e, por esta razão, não alcançou tantos elogios de economistas teóricos quanto aquele. Em 1923, ele publicou Moeda, Crédito e Comércio (Money, Credit, and Commerce) um amplo amálgama de ideias econômicas anteriores, inéditas ou já publicadas, estendendo-se a quase meio século.
Marshall faleceu em sua casa, Balliol Croft, em Cambridge (Inglaterra) aos 81 anos de idade.
De 1890 a 1924 ele foi o fundador respeitado da profissão econômica. Seus alunos em Cambridge tornaram-se figuras proeminentes na economia, como John Maynard Keynes e Arthur Cecil Pigou. Seu mais importante legado foi criar para os futuros economistas uma profissão respeitada, acadêmica e cientificamente, dando o tom daquela área pelo restante do século XX.
Contribuições Teóricas
A economia de Marshall pode ser entendida como uma continuação do trabalho de John Stuart Mill, Adam Smith, e David Ricardo. Ele minimizou a importância da contribuição de outros economistas a sua obra, tais como Vilfredo Pareto e Jules Dupuit, e só com relutância reconheceu a influência de William Stanley Jevons.
O método de Marshall, o qual influenciou boa parte dos economistas ingleses posteriores, consistia em utilizar a Matemática aplicada como meio de investigação e análise de fenômenos econômicos, e o raciocínio lógico e as aplicações práticas (isto é, a aplicação a partir de fatos reais) como meio de exposição desses mesmos fenômenos. Assim, considera-se que seu método analítico-matemático foi uma de suas maiores contribuições para a moderna Ciência Econômica.
A introdução do elemento tempo, por Marshall, na teoria econômica conseguiu unir as duas mais fortes e antônimas teorias, de sua época, sobre o valor.
Segundo a Economia Política Clássica, o valor é agregado pelo trabalho no processo de produção; é, por conseguinte, o custo de produção. Por outro lado, a Escola Marginalista entendia o valor de uma mercadoria através da capacidade da mesma em satisfazer necessidades humanas, sendo definida pela utilidade marginal.
Com a introdução do fator tempo, na distinção entre longos períodos e curtos períodos, Marshall conseguiu determinar a importância tanto do custo de produção (para longos períodos) como da utilidade marginal (para curtos períodos), na formação do valor das mercadorias.
Todos os textos de Economia anteriores a Marshall referem-se à matéria tratando-a de “economia política” (political economy). Marshall, embora se opusesse ao conceito de homo economicus, por considerá-lo excessivamente simplificador, e procure considerar o indivíduo enquanto agente econômico sempre inserido num determinado contexto sociocultural, abandonou essa denominação e passou a se utilizar da expressão “economia” (economics).
Nesse sentido, como afirma Ricardo Feijó, Marshall representou um marco institucional na história da moderna Economia. Introduziu o nome Economics em substituição ao anterior Political economy, para designar o novo estilo de se fazer ciência econômica; fundou o primeiro curso especializado de Economia e seu livro de 1890, Princípios de economia, foi o principal manual dessa disciplina por mais de 30 anos.
De fato, ainda segundo Ricardo Feijó, antes de Marshall, em Cambridge a Economia era ensinada apenas como parte das ciências históricas e morais, e não era objeto de trabalhos mais avançados. Marshall fez da Economia uma profissão. Durante muitos anos ele lutou, nem sempre com sucesso, para ampliar o âmbito da Economia, e só em 1903 inaugurou-se um novo curso especializado em Economia, o primeiro curso exclusivamente dedicado à formação do profissional nesse campo de que se tem notícia (Na verdade, a nova escola de Economia de Cambridge intitula-se “Economia e Política”, conservando esse nome até hoje. Como indica o nome da escola, trata-se de especialização também em Ciências Políticas). Com ele, tal ciência (a Economia) adquire o status de saber autônomo cientificamente qualificado, uma área técnica repleta de conceitos não acessíveis ao não iniciado.

9- Função demanda, curva de demanda e significado de ceteris paribus;

Função e curva de demanda
Depois de compreendermos a teoria do valor-utilidade, o entendimento do comportamento do consumidor, em particular, e da demanda, no geral, impõe-se como uma tarefa prioritária. Como é a utilidade marginal de uma mercadoria que define seu preço e são as preferência e necessidades dos consumidores que definem a utilidade marginal de uma mercadoria, a análise da demanda dos consumidores e dos elementos que a configuram são uma das pedras angulares da ciência econômica.
Através da intuição e da observação empírica, os economistas neoclássicos indicaram que a demanda dos consumidores responde a uma série de variáveis. Mais obviamente, o preço de determinada mercadoria é fundamental, bem como os preços de bens substitutos, de bens complementares e a renda do consumidor. Como demandantes, nas suas decisões de consumo, pesam continuamente preços e utilidades, na prática o preço de todos os bens tem impacto na decisão de consumo de uma mercadoria específica.  Não menos importante são as preferências dos consumidores, que se transformam ao longo do tempo.
Matematicamente, ao gosto dos economistas neoclássicos, poderíamos definir a quantidade demandada de uma mercadoria (Qd) como uma função de seu preço (P), dos preços de outras mercadorias (P1, P2... Pn), da renda (R) e dos gostos e preferências dos consumidores (G). Assim, temos que
 Qd = F (P, P1, P2..., Pn, R, G)
Mas como cada variável afeta a quantidade demandada? Aqui temos um problema para cuja solução os economistas desenvolveram um artifício: a hipótese ceteris paribus. Com o objetivo de avaliar o impacto da variação de apenas um item na quantidade demandada, supõe-se que todas as outras variáveis permaneçam constantes. Assim, supondo que permanecem constantes os preços de todas as outras mercadorias, a renda e as preferências dos consumidores, podemos avaliar o impacto das mudanças do preço na demanda pela mercadoria. Temos, então, uma curva negativamente inclinada.

Ceteris paribus
Ceteris Paribus é uma expressão em Latim que significa tudo o mais constante. Quando estamos estudando o comportamento do consumidor diante de diferentes preços assumimos que nada mudou, tudo continua o mesmo: a renda do consumidor, a qualidade do produto, a utilidade do produto. Fazemos isso, pois somente desta forma teremos a real dimensão da quantidade demandada diante de diferentes preços.

8- Relação entre dilema econômica da sociedade (recursos escassos e necessidades ilimitadas) e decisão do consumidor (maximização de utilidade sujeita a restrição orçamentária).

Hoje iremos falar um pouco mais sobre os recursos escassos e necessidades ilimitadas além da decisão do consumidor na hora de decidir qual produto lhe satisfaz mais em comparação a sua restrição orçamentaria, e iremos apresentar um exemplo que irá ajudar muito a compreender um pouco mais sobre o assunto

A maioria das pessoas gostaria de aumentar a quantidade e a qualidade dos bens que consome, porem pessoas consomem menos do que desejam devido à restrição orçamentária. Tal restrição é “o conjunto de bens e serviços possíveis de serem consumidos por dado consumidor tendo em conta o seu rendimento disponível”. Um exemplo clássico que é dado em diversos momentos por economistas é o da pizza e Pepsi. Suponha-se que o consumidor tenha renda de $ 1.000 por mês, e decida gastar toda a sua renda em pizzas e Pepsi, sendo que um Litro de Pepsi custa $ 2 e a pizza $10, a tabela a seguir mostra algumas das muitas combinações de Pepsi e pizza que o consumidor pode comprar.
Olhando a tabela da figura podemos retirar um gráfico do qual podemos verificar todos os pontos que vão da linha A à B da qual esta linha se chama de restrição orçamentária, que mostra as combinações de consumo de que o consumidor dispõe, assim representando um tradeoff entre Pepsi e pizza.

A inclinação da restrição orçamentaria mede a taxa que o consumidor pode trocar um bem pelo outro. Mas para que se possa retirar uma conclusão do assunto, tem de levar em consideração outros fatores, tais como, as preferencias do consumidor, se há indiferença entre os bens ira ter uma curva de indiferença na qual as combinações de consumo irão proporcionar o consumidor a mesma satisfação, caso tenha diferença de satisfação entre os produtos para o consumidor ira haver uma taxa marginal de substituição da qual mede o quanto o consumidor está disposto a trocar um bem pelo outro. Outros fatores que podem alterar a curva da restrição orçamentário são o efeito de renda e o efeito de substituição.
O efeito renda é a variação de consumo que ocorre quando uma mudança de preço move o consumidor para uma curva de indiferença mais elevada ou menos elevada, já o efeito de substituição é a variação de consumo que ocorre quando uma mudança de preço move o consumidor ao longo de uma dada curva de indiferença até um ponto com uma nova taxa marginal de substituição.
Recursos escassos na economia se deve ao descasamento entre a disponibilidade de recursos e os desejos individuais. Capital, terra e trabalho, ao lado do conhecimento tecnológico e capacidade empresarial, constituem recursos de produção escassos. Deles resultam os bens e serviços que são oferecidos a sociedade para a solução de suas necessidades e necessidades ilimitadas. Mas que necessidades são essas? Podemos descrever elas em, necessidades coletivas, e individuais.
As necessidades coletivas são as que todos grupos sentem, tais como, necessidade de segurança, de defesa, de educação, saúde dentre outras. Tais necessidades são supridas em parte ou totalmente pela ação do Estado.
Já as necessidades individuais compreendem em basicamente dois grupos, o das necessidades absolutas do ser humano, isto é, relacionadas as exigências de natureza biológica, tais como dormir, comer, respirar e etc. Mas tais necessidades absolutas talvez não necessitem de alguma solução econômica. E também há as necessidades relativas, que são as que não são idênticas para todos os indivíduos, tais como normas, costumes e valores.

7- Utilidade cardinal e utilidade ordinal;

A utilidade como medida da satisfação é também chamada de utilidade cardinal, enquanto a utilidade como medida de adequação dos meios é vista como utilidade ordinal.
A diferença substancial entre uma e outra é que, enquanto a primeira ‘quantifica’ o bem-estar do indivíduo, a segunda apenas ‘ordena’ a adequação dos meios aos fins desejados. Bens são mais ou menos preferidos a medida que são mais ou menos adequados na satisfação das preferências.

Utilidade Ordinal: Individuo não sabe numerar a utilidade de determinado bem, mas sabe ordenar suas preferências. (Recursos limitados, curva indiferença).